As Telefones
2026





As Telefones
é a segunda parte do díptico que juntou a encenadora e actriz Zia Soares à escritora Djaimilia Pereira de Almeida e teve o primeiro momento o espectáculo Pérola Sem Rapariga, a partir de uma interpretação livre da obra de Robin Coste Lewis.
    Duas mulheres, mãe e filha, separadas por um oceano de má memória, ligadas por telefones ao longo de três décadas. A sua ligação interrompida acompanha a história dessa invenção extraordinária.
    Desde o tempo em que falavam através de complicadas chamadas intercontinentais até às actuais mensagens de voz no WhatsApp, o desenho do amor de Bia e Estrela é dado pelo modo como o tempo e o som as atrapalha e as afasta em vez de as aproximar.
    Espectáculo sobre o que é ser mãe e ser filha à distância, Bia e Estrela talvez não se conheçam e sejam meramente duas estranhas que falam uma com a outra, no presente, várias vezes por dia.
    Envelhecendo, apartando-se cada vez mais, mãe e filha são o teatro que é a projecção que fazem uma da outra e o teatro de um amor que não é senão sombra, espelhos, vídeo e mentiras.
    E contudo amam-se, ainda. Contudo, ainda é possível o amor. Talvez iluminar esse milagre seja a virtude desta criação de Zia Soares, milagre maior do que a chegada das pestes anunciada pela mãe à filha, maior do que o regresso do próprio criador.

Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Dramaturgia e encenação: Zia Soares
Interpretação: Zia Soares, Sara Fonseca da Graça, Lucília Raimundo

30 de Abril de 2026
Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos, Portugal.

7-11 de Outubro de 2026
Sala estúdio Valentim de Barros | Jardins do Bombarda, Lisboa, Portugal. 

14 de Novembro de 2026
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo | Moita, Portugal.









Pérola Sem Rapariga
2023



Pérola Sem Rapariga
inspira-se na leitura de Voyage of the Sable Venus and Other Poems, de Robin Coste Lewis, e do arquivo fotográfico de Alberto Henschel. O espetáculo pensa a relação entre a superfície do corpo e aquilo que sobre ele somos capazes de dizer, entre legenda e imagem, entre a pele e o salvamento. O artista Kiluanji Kia Henda intervém no espaço da cena instalando prenúncios de apocalipse.

Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Direção e encenação: Zia Soares
Interpretação: Filipa Bossuet, Sara Fonseca da Graça
Artista visual: Kiluanji Kia Henda
Instalação e figurinos: Neusa Trovoada
Design de iluminação: Carolina Caramelo 
Música e design de som: Xullaji
Assistência à encenação de movimento: Lucília Raimundo
Vídeo promocional: António Castelo
Coprodução: Sowing_arts,Teatro Nacional D. Maria II, apap – FEMINIST FUTURES
Apoio: Casa da Dança, Pólo Cultural Gaivotas Boavista
Parceria: Ciclo Abril Abriu, Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril

IMPRENSA
Público/ Ípsilon

RFI
Time Out

Coro dos Assombrados
2023



Coro dos Assombrados
parte da exposição CHORUS 1.8 da artista Neusa Trovoada e de Coro dos Assombrados, de Djaimilia Pereira de Almeida,  e constrói-se nas fissuras entre boca e fala.

Concepção: Zia Soares
Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Instalação: Neusa Trovoada
Vídeo e interação: Cláudia Sevivas
Música: Xullaji
Actuação: Zia Soares, Carlos Trovoada
Produção: Sowing_arts

Apoios: Biblioteca de Belém – Rede de Bibliotecas de Lisboa, BoCA - Biennial of Contemporary Arts 2023, Divergente, INSTITUTO,

Espaço Tabanka, Qi news

CHORUS 1.8 é um projeto financiado pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes

Irene
2022







O filho de Irene desapareceu em Luanda em Fevereiro de 1974. Durante anos, de Luanda a Lisboa, a mãe afadiga-se numa busca incessante pelo filho Joaquim. Mas quem cuidará de Irene, enquanto Irene procura por Joaquim? Quem é ela? 

O PANOS – palcos novos palavras novas é um projeto do Teatro Nacional D. Maria II que promove e valoriza o teatro juvenil em Portugal e as novas dramaturgias. Um projeto onde se lê, se faz e se apresenta teatro de e para jovens dos 12 aos 19 anos.

Em cada edição, são encomendadas três peças a alguns dos escritores contemporâneos mais empolgantes. Na edição de 2023, os jovens apresentaram textos originais de André Tecedeiro (O Ensaio), Djaimilia Pereira de Almeida (Irene) e Ondjaki (Duas pessoas & uma ilha sozinha).

Texto Djaimilia Pereira de Almeida
Pelos grupos Luz & Arte, Agrupamento de Escolas de Arronches e pela Escola Secundária Dr. Ginestal Machado (Santarém)

Os dias mais longos e os mais curtos
2022



Reconhecido pelas composições grandiosas com que aborda temáticas socialmente relevantes, o compositor Eugene Birman é, nas palavras da BBC, um compositor de “qualidade dramática” e “intensa emoção”. A convergência entre as grandes questões actuais e a busca pela beleza suprema tem-se manifestado, muitas vezes, através de obras para ensembles vocais, como acontece com Os dias mais longos e os mais curtos, uma encomenda da Fundação Gulbenkian, em estreia absoluta. Trazendo tecnologia de ponta ao Grande Auditório, para Birman esta é uma oportunidade para regressar a uma questão que já era central para si e foi ampliada pela pandemia: quão essencial é a criação artística para as sociedades contemporâneas?

Coro Gulbenkian
Jorge Matta Maestro
Cecília Rodrigues Soprano
David Hackston Contratenor
Raúl da Costa Piano
Djaimilia Pereira de Almeida Texto
Giorgio Biancorosso Dramaturgia
Inês Tavares Lopes Maestra assistente
João Horta Direção técnica

Eugene Birman


Os dias mais longos e os mais curtos *

I. (Etereo)

II. (Serenissimo e piu mosso)

III. (Luminescente)

Imagens: António Castelo / Rui Xavir / Anita Gonçalves / Filipe Ferreira / TNDMII e Borys Dmytruk/ BoCA