Djaimilia

 
 

Djaimilia Pereira de Almeida nasceu em Luanda em 1982 e cresceu nos arredores de Lisboa. Esse Cabelo (Teorema, 2015) é o seu primeiro livro.

Sem qualquer dúvida, uma das mais belas estreias literárias dos últimos tempos.
José Mário Silva, Expresso
 
 

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No Observador

 

A margem

Observador, 8 de Outubro de 2016

«Onde é que havemos de nos esconder se estivermos destinados a crescer à frente de outra pessoa? A juventude passou num instante. Enquanto durou, era um muro alto para lá do qual não se via nada. Saltado o muro, uma pessoa já não se lembra se ao saltar magoou os joelhos, nem saberia dizer se caiu mal: apenas que não consegue saltar de novo para trás.»

 

Outras publicações —

 

Arte de ser encontrado

Ler, Outubro de 2016

«Não é um turismo perene, mas a voga de um booze cruise, navio de que ninguém se despede, que não está de visita. Os mortos não ensinam a arte de ser encontrado quando não se estava perdido.»


Publish and Perish

Common Knowledge, Maio de 2016

«The form of courage most fundamental to the act of writing is not that of indifference toward the public but that of not fearing to be understood.»

 


 Sobre o futuro

XXI, Janeiro de 2016

«Não está inteiramente nas nossas mãos decidir o que damos a ver, ou o que deixamos na sombra.»


Como um cego conhece o seu caminho

Ler, Outubro de 2015

«Cada um se conhece como um cego conhece o seu caminho, numa coincidência entre a possibilidade imponderável de um obstáculo e a relativa previsibilidade daquilo que conhecemos como a palma das nossas mãos.»

 

A sombra da vida

Ler, Março de 2015

«Que estejamos destinados a padecer, como as nossas inclinações livrescas demonstravam, não era sinal de que tal estava escrito; era antes sinal de que o caminho que fazemos acordados é, por vezes, um roteiro para o caminho que fazemos no escuro, como se apenas nos fosse dada a ver a sombra da vida que, sem sabendo, estamos a viver.»

 

Inseparable From Your Own Life

 Common Knowledge, Janeiro de 2015

«Like X-rays, the Roman individualistic ideal of consonance between body and mind does not seem to do justice to our gregarious nature. In particular, it disregards that the soundness of my mind may depend on the wellbeing of bodies different from mine. A proper radiograph of my soul might have to include legs, arms, torsos, and other parts of other human (and even nonhuman) bodies that are not strictly mine.»

 

Chegar atrasado à própria pele

Forma de Vida / Buala, Janeiro de 2015

«A pessoa que descobre que é negra a um terço do caminho não sai propriamente do armário a certa altura. O que lhe é dado perceber inadvertidamente é o modo como a raça a que se pertence consiste num modo de se interromper a si mesma. Pertencer à minha raça consiste em não ter pertencido à minha raça desde o princípio.»

 

Saudades de casa

serrote, Julho de 2014

«Thomas Carlyle falou na vida depois de 'todos os tipos de professores terem feito para nós o melhor que podiam', mas talvez essa vida nos ensine a não exagerarmos a importância daquilo que os outros têm para nos ensinar.»

 

A angústia de não ler o suficiente

Ler, Junho de 2014

«'É curioso como tenho passado a vida a ler autobiografias minhas', poderia dizer um leitor comum e, no entanto, esta não é uma afir-mação sobre tresler. É uma afirmação radical sobre a possibilidade de nunca termos lido os livros que lemos, a possibilidade de nunca terem existido os livros que fazem de nós os leitores que somos.»